Nossos Pilares

O caminho em direção à reinserção social é único para cada pessoa, mas acreditamos em alguns passos fundamentais.

Com um time de profissionais com mais de uma década de experiência com a população em situação de rua, estruturamos nosso trabalho em três pilares complementares, desenvolvidos por meio de nossas atividades. É a combinação entre eles que promove o resgate do senso de si, do senso de comunidade e, finalmente, do senso de propósito.

Queremos, sim, proporcionar a transformação de vida por meio da reinserção social – mas, acima de tudo, garantir o máximo de qualidade de vida em cada etapa do processo.

1º Pilar: Direitos Básicos

O acesso aos direitos básicos é o ponto de partida necessário de toda ação junto à população em situação de rua. É o que garante o atendimento às necessidades fundamentais, relacionadas à saúde física, ao cuidado e ao conforto.
Nesse pilar, estão incluídas ações como banho, higiene pessoal, roupas limpas e oferta de refeições.

As atividades também têm como objetivo ampliar o número de pessoas interessadas em seguir avançando na jornada proposta pelo RéP e participando das próximas etapas, por meio de atendimentos individuais com nossa Equipe Técnica. Dessa forma, conseguimos apoiar a superação de seus desafios, com acompanhamento progressivo e contínuo.

O pilar de Direitos Básicos é fundamental para a recuperação do senso de si, da autoimagem, da autoestima e da própria humanidade.

2º Pilar: Resgate de Cidadania

O segundo pilar representa o resgate do senso de comunidade e de cidadania.


Aqui, entram em ação atividades que buscam reaproximar nossos assistidos da identificação com o coletivo, por meio da arte, da cultura, da saúde, do esporte e da educação, utilizando produções cinematográficas, literárias, artísticas e educacionais. Nosso foco também está na redução de danos e na reconstrução de vínculos sociais.


As ações incluem oficinas de arteterapia, atividades físicas, atividades de bem-estar voltadas para mulheres e pessoas trans, ensaios do nosso coral e outras iniciativas relacionadas aos direitos humanos. Com isso, buscamos promover o sentimento de pertencimento e criar espaços de escuta ativa e acolhimento.

O segundo pilar representa o resgate do senso de comunidade e de cidadania.


Aqui, entram em ação atividades que buscam reaproximar nossos assistidos da identificação com o coletivo, por meio da arte, da cultura, da saúde, do esporte e da educação, utilizando produções cinematográficas, literárias, artísticas e educacionais. Nosso foco também está na redução de danos e na reconstrução de vínculos sociais.

As ações incluem oficinas de arteterapia, atividades físicas, atividades de bem-estar voltadas para mulheres e pessoas trans, ensaios do nosso coral e outras iniciativas relacionadas aos direitos humanos. Com isso, buscamos promover o sentimento de pertencimento e criar espaços de escuta ativa e acolhimento.

3º Pilar: Geração de Renda

O terceiro pilar é dedicado à geração de renda.

À medida que as atividades relacionadas aos direitos básicos e humanos avançam, os participantes tornam-se mais preparados para iniciativas voltadas à geração de renda e à habitação. Nesse pilar, estão incluídas ações de formação profissional, apoio à obtenção de documentação, elaboração de currículos, articulação de parcerias e a oferta de bolsa-auxílio para habitação social.

Faz parte desse pilar a criação do Centro de Orientação e Formação para Pessoas em Situação de Rua (COF-PopRua) – um espaço com atividades regulares que visam aproximar as pessoas em situação de rua do mundo do trabalho e da geração de renda. As atividades foram definidas a partir de processos de cocriação com essa população e incluem encontros de inclusão socioprodutiva, cursos de capacitação em cozinha básica e na área da beleza, além de oficinas de empreendedorismo, entre outras iniciativas.

Quem é o público do RéP

O RéP atende pessoas em situação de rua da região do Centro e da Lapa do Rio de Janeiro.

Segundo o Censo de População em Situação de Rua do Município do Rio de Janeiro 2024, a Região Administrativa do Centro concentra mais de 1.500 pessoas em situação de rua, sendo o território com maior incidência no município, que registrou mais de 8 mil pessoas nessa condição durante a realização do Censo.

O RéP atua com três grandes grupos etários:

Jovens (18 a 29 anos)

Homens, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, majoritariamente negras, que chegam à situação de rua ainda muito cedo. Suas trajetórias são frequentemente marcadas por rupturas familiares, violência, evasão escolar e ausência de redes de proteção.

Adultos (30 a 59 anos)

Homens, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, majoritariamente negros, que representam a maior parte da população em situação de rua. Vivenciam processos prolongados de exclusão social, dificuldades de acesso ao trabalho, adoecimento físico e mental e perda progressiva de vínculos familiares e comunitários.

Idosos (60 anos ou mais)

Homens, mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, majoritariamente negros, em situação de extrema vulnerabilidade, com demandas crescentes por saúde, cuidado, proteção social e acolhimento digno..

Trata-se de uma população composta majoritariamente por pessoas negras, de diferentes identidades de gênero e orientações sexuais, que enfrentam múltiplas camadas de vulnerabilidade social, econômica e simbólica. Um grupo profundamente estigmatizado, ignorado e violentado, que tem sua humanidade negada antes mesmo de ter seus direitos garantidos.

Uma das missões centrais do RéP é afirmar que essas pessoas merecem dignidade, cuidado, respeito e felicidade, não apenas como um objetivo final, mas em todas as etapas do caminho até a reinserção social.

Fonte: Censo de População em Situação de Rua no Município do Rio de Janeiro – 2024. Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Instituto Pereira Passos (IPP), Secretaria Municipal de Assistência Social e Secretaria Municipal de Saúde.